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«Excessiva interferência» da Federação também pesou na demissão de Rui Águas 04-01-201621:03
«Excessiva interferência» da Federação também pesou na demissão de Rui Águas 04-01-201621:03
O atraso no pagamento dos salários (oito meses) pode ter sido
determinante, mas questões ligadas à «excessiva interferência» da
direção da Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF) também pesaram na
decisão de Rui Águas de se demitir do cargo de selecionador nacional de
futebol.
«Os salários em atraso são um facto. Os treinadores vivem de resultados, mas não só… Decidi ser esta a altura para procurar um novo rumo, mesmo sendo difícil para mim dar este passo. Vivi momentos únicos em Cabo Verde que nunca esquecerei. Mas tudo tem limites e penso ser o mais sensato, em função das dificuldades que fomos sistematicamente vivendo», começou por explicar Rui Águas, num comunicado emitido logo no primeiro dia deste novo ano.
Perguntado se os limites estavam relacionados com as questões financeiras, Rui Águas confirmou que «na maioria sim».
«A questão financeira foi a principal razão porque os resultados e o ambiente com a equipa e adeptos era excelente. Apesar dos problemas, fomos trabalhando e aguentando as adversidades, só que tudo tem limites. Sinto que podia ter dado mais» desabafou.
Para o técnico português, as recentes eleições na FCF «também não ajudaram», isto porque, no seu entender, o projeto que lhe foi proposto «acabou por ser alterado».
«Aquilo que seria o cargo de diretor-técnico, de tomar conta da seleção e da reestruturação do futebol do país, acabou por ficar pelas intenções. A minha influência foi muito mais relativa. Uma coisa é o prazer de estar num local onde o ambiente é excelente e onde as pessoas nos apoiam e respeitam. Outra coisa é a estabilidade que qualquer profissional precisa e que percebe claramente que não irá existir», realçou.
De acordo com o jornal A Nação, Rui Águas já se mostrava algo agastado com as sucessivas interferências da direcão da FCF em questões técnicas.
Ao que tudo indica, o então treinador dos tubarões azuis não gostou do comportamento do presidente da FCF, Victor Osório, durante um treino da equipa, no Cairo, em setembro, para preparar o jogo com a Líbia, a contar para a segunda jornada da fase de qualificação para o CAN 2015.
Outra situação que terá desagradado ao selecionador está ligada à convocatória para o jogo particular com o Egipto, que não se realizou. Rui Águas chamou Tiago Almeida e, logo de seguida, recebeu uma comunicação de um membro da direção da FCF dizendo que deveria convocar um defesa porque Tiago era avançado.
Segundo uma fonte próxima de Rui Águas, o presidente da FCF pediu ao selecionador que convocasse três jogadores, que não constavam da lista de convocados para um jogo em casa, por causa da sua popularidade.
A entrada “em massa” de dirigentes da FCF no balneário quando os jogadores se concentravam para mais uma partida foi também outra situação que gerou um certo mal-estar com a equipa técnica. A NAÇÃO sabe que essa situação provocou uma acesa discussão entre o treinador-adjunto Bruno Romão e alguns elementos da federação.
Sobre estas e outras questões, o presidente da FCF não quis comentar por considerar que são coisas «lançadas ao ar», mas respondeu a questão levantada por Rui Águas relacionada com Diretor Técnica Nacional, afirmando que esse cargo sempre foi reservado a Juca.
«Os salários em atraso são um facto. Os treinadores vivem de resultados, mas não só… Decidi ser esta a altura para procurar um novo rumo, mesmo sendo difícil para mim dar este passo. Vivi momentos únicos em Cabo Verde que nunca esquecerei. Mas tudo tem limites e penso ser o mais sensato, em função das dificuldades que fomos sistematicamente vivendo», começou por explicar Rui Águas, num comunicado emitido logo no primeiro dia deste novo ano.
Perguntado se os limites estavam relacionados com as questões financeiras, Rui Águas confirmou que «na maioria sim».
«A questão financeira foi a principal razão porque os resultados e o ambiente com a equipa e adeptos era excelente. Apesar dos problemas, fomos trabalhando e aguentando as adversidades, só que tudo tem limites. Sinto que podia ter dado mais» desabafou.
Para o técnico português, as recentes eleições na FCF «também não ajudaram», isto porque, no seu entender, o projeto que lhe foi proposto «acabou por ser alterado».
«Aquilo que seria o cargo de diretor-técnico, de tomar conta da seleção e da reestruturação do futebol do país, acabou por ficar pelas intenções. A minha influência foi muito mais relativa. Uma coisa é o prazer de estar num local onde o ambiente é excelente e onde as pessoas nos apoiam e respeitam. Outra coisa é a estabilidade que qualquer profissional precisa e que percebe claramente que não irá existir», realçou.
De acordo com o jornal A Nação, Rui Águas já se mostrava algo agastado com as sucessivas interferências da direcão da FCF em questões técnicas.
Ao que tudo indica, o então treinador dos tubarões azuis não gostou do comportamento do presidente da FCF, Victor Osório, durante um treino da equipa, no Cairo, em setembro, para preparar o jogo com a Líbia, a contar para a segunda jornada da fase de qualificação para o CAN 2015.
Outra situação que terá desagradado ao selecionador está ligada à convocatória para o jogo particular com o Egipto, que não se realizou. Rui Águas chamou Tiago Almeida e, logo de seguida, recebeu uma comunicação de um membro da direção da FCF dizendo que deveria convocar um defesa porque Tiago era avançado.
Segundo uma fonte próxima de Rui Águas, o presidente da FCF pediu ao selecionador que convocasse três jogadores, que não constavam da lista de convocados para um jogo em casa, por causa da sua popularidade.
A entrada “em massa” de dirigentes da FCF no balneário quando os jogadores se concentravam para mais uma partida foi também outra situação que gerou um certo mal-estar com a equipa técnica. A NAÇÃO sabe que essa situação provocou uma acesa discussão entre o treinador-adjunto Bruno Romão e alguns elementos da federação.
Sobre estas e outras questões, o presidente da FCF não quis comentar por considerar que são coisas «lançadas ao ar», mas respondeu a questão levantada por Rui Águas relacionada com Diretor Técnica Nacional, afirmando que esse cargo sempre foi reservado a Juca.
Fonte : abola
Academia de futebol