Fisioterapia
Doenças da coifa dos rotadores
Doenças da coifa dos rotadores

A coifa dos rotadores é um conjunto de músculos e tendões que envolvem a articulação do ombro, de extrema importância para o seu movimento.

 

Se o ombro dói, é possível que se trate de uma lesão ao nível dessa zona e que pode ter origem num traumatismo ou no envelhecimento da articulação.

 

Uma lesão da coifa dos rotadores justifica, de facto, o aparecimento de dor no ombro.

 

Trata-se, como regra, de um quadro de tendinopatia, ou seja, um problema dos tendões.

 

As causas de lesão são diversas. Pode tratar-se de uma tendinopatia simples, na qual alguns movimentos repetitivos podem estar na origem de uma inflamação dos tendões (tendinite). Pode ocorrer uma tendinopatia calcificante, com formação de depósitos de cálcio ao nível dos tendões, provocando dor, diminuição da força e da mobilidade. Finalmente, pode ocorrer uma rotura da coifa, relacionada com o próprio envelhecimento ou, por vezes, traumatismos que podem causar roturas parciais ou totais da coifa, que se traduzem num ombro doloroso, com perda de força e com limitação dos movimentos.

 

Factores de risco para as doenças da coifa dos rotadores

De um modo geral, estas lesões resultam de um trauma ou de um processo degenerativo.

 

Uma queda com sobre-extensão do braço ou o levantamento de um peso demasiado pesado podem romper a coifa dos rotadores.

 

A maioria das lesões resulta de um excesso de uso do tendão ao longo do tempo. É um processo degenerativo que ocorre ao longo do tempo e é mais evidente no braço dominante.

 

Esse processo degenerativo pode ser acelerado por diversos factores:

• Esforços repetidos colocam pressão sobre os músculos e tendões da coifa. O ténis, basebol, remo e levantamento de peso são algumas da modalidades que aumentam esse risco.
• A redução do fluxo sanguíneo, que ocorre com o envelhecimento, dificulta os processos naturais de reparação, o que pode contribuir para uma rotura.
• O crescimento anómalo de osso (esporões) pode ocorrer no ombro. Quando se levanta o braço, esses esporões roçam no tendão da coifa enfraquecendo-o e aumentando o risco de rotura.

 

Este tipo de lesão é mais comum depois dos 40 anos, nos atletas que praticam os desportos já referidos, nos pintores, carpinteiros e outros profissionais que mantêm os braços acima da cabeça durante muito tempo.

 

Em idades mais jovens, a causa mais comum é o trauma, como uma queda.

 

Sintomas das doenças da coifa dos rotadores

Os sintomas mais comuns são a dor em repouso e durante a noite, sobretudo quando se dorme sobre o ombro afectado; dor ao elevar e descer o braço ou com movimentos específicos; sensação de fraqueza quando se eleva ou roda o braço; sensação de crepitação durante o movimento do ombro em determinadas posições.

 

As roturas que ocorrem de repente, como numa queda, causam uma dor muito intensa associada a fraqueza imediata do antebraço.

 

A dor tende a ser mais evidente no movimento de elevação do braço pelo lado de fora do corpo.

 

Nas fases iniciais a dor é ligeira manifestando-se somente quando se levanta o braço acima da cabeça, como, por exemplo, para tirar algo de um armário. Nessa fase, os anti-inflamatórios e os analgésicos são eficazes.

 

Ao longo do tempo, a dor torna-se evidente em repouso e não desaparece com o tratamento. O braço fica mais fraco, o que torna as actividades diárias, como pentear o cabelo, mais difíceis.

 

Diagnóstico das doenças da coifa dos rotadores

O exame médico permite avaliar o estado da articulação. Nesse exame, a palpação e movimentação do ombro permitirão avaliar a sua força, mobilidade e estabilidade.

 

Além deste, outros exames de imagem (como a radiografia, a ecografia, a TAC ou a ressonância magnética) ajudam a melhor determinar a causa e tipo de lesão, assim como o tratamento mais adequado à situação.

 

A artrografia permite precisar uma rotura da coifa através da injecção de um produto opaco.

 

Tratamento das doenças da coifa dos rotadores

O tratamento é médico, cirúrgico ou ambos.

Seja qual a for a opção, é importante a realização de exercícios simples e aprender a mobilizar correctamente o ombro.

 

Uma lesão ligeira do ombro não requer cirurgia e o tratamento passa pelo repouso e pelo uso de analgésicos e anti-inflamatórios, por vezes na forma de infiltração.

 

O repouso ajuda a aliviar a dor. Por isso, recomenda-se andar com o braço ao peito, limitando os esforços. É importante fazer movimentos regulares para impedir a rigidez da articulação.

 

A electroestimulação é um método que pode ser usado para controlar as dores severas e persistentes. Os impulsos eléctricos actuam bloqueando os sinais dolorosos que provêm do ombro.

 

Os ultrasons permitem que os tecidos profundos sejam atingidos, melhorando a circulação e acalmando a dor muscular. O uso associado de um creme à base de corticóides pode contribuir para diminuir a inflamação.

Dependendo dos casos, poderá ser usado o calor ou frio.

 

A cirurgia está indicada no caso de insucesso de outros tratamentos. As técnicas disponíveis actualmente permitem esperar bons resultados pós-operatórios, não sendo, naturalmente, isentas de riscos.

 

A artroscopia permite observar o interior da articulação, tratar eventuais lesões associadas, diminuir as dores pós-operatórias e facilita a reabilitação imediata por evitar a abertura da articulação, com pequenas cicatrizes.

 

A cirurgia a céu aberto pode ser necessária para reparar a rotura da coifa. Neste caso, a incisão é maior que na artroscopia e a recuperação mais lenta.

 

Nessa cirurgia, pode-se proceder a uma reparação da lesão, remoção de calcificações ou, se necessário, à substituição total ou parcial da articulação do ombro.

 

Após a cirurgia, é essencial manter o ombro repouso durante cerca de 1 mês, colocando o braço ao peito.

Poderá ser necessário iniciar um programa de reabilitação para evitar a rigidez e edema (inchaço) do seu ombro.

 

Prevenção das doenças da coifa dos rotadores

Para as pessoas que já sofreram desta lesão, é importante a realização diária de exercícios, de modo a estimular a força e equilíbrio do ombro.

 

Para lá de serem exercitados os músculos peitorais, dos ombros e braço, é igualmente importante fortalecer os músculos da parte posterior do ombro.

 

Para as pessoas que desempenham actividades ou praticam desportos associados a um maior risco desta lesão, devem ser realizados exercícios diários que a previnam e devem ser respeitadas pausas quando se efectuam actividades repetidas com esforço sobre o ombro.
Fonte : desportocuf.pt
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